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Novo mundo

Atualizado: 16 de jul. de 2020

Com a correria e outros acontecimentos do nosso dia a dia, muitas vezes deixamos de lado os “problemas que não são nossos” - problemas que estão um pouco distantes da nossa realidade, e que não afetam nossas vidas diretamente.

Que sentido faria trazer mais trabalho ou dificuldades para as nossas rotinas? Para que começar a reciclar, parar de usar embalagens plásticas ou ajudar o próximo, se isso vai apenas consumir mais do nosso tempo ou dinheiro?

Aííí que está o erro! (Se bem que nem sei se devemos considerar erro.) Nossa cultura, costumes, mentalidade ou sei lá como podemos chamar, nos fazem focar apenas naquilo que está ao nosso redor. Nós não queremos (nem gostamos) ir mais além e “pegar mais problemas para nós mesmos”. Se está tudo ok conosco e a situação do outro (ou do mundo) não está nos afetando no momento... achamos melhor deixar quieto e não nos envolver. Se a poluição, o desmatamento, ou a fome etc., não estão atrapalhando nossas vidas, para que mudar?


Não nos sentimos responsáveis pelas coisas externas, e com certeza é mais fácil colocar a culpa no sistema, no governo, na situação (e tirar o peso das costas) para não notarmos que estamos fazendo o errado. Ou seja, é muito mais simples culparmos o próximo do que sermos responsáveis pela nossa (falta de) atitude. (Há 2 contos de reflexão super interessantes sobre esse assunto, se vocês se interessarem, me avisem).

Esse tipo de pensamento e comportamento acontecem muito, e não vou ser cínica em dizer que também não cometo esses erros. É claro que facilmente caímos na tentação de vivermos apenas na nossa bolha, no nosso mundinho, sem pensar muito no amanhã ou no próximo. Caímos nessa preguiça, zona de conforto ou até mesmo medo de pegar essas responsabilidades para nós mesmos.

Eu sempre me achei uma pessoa do bem e ecologicamente correta. Sempre amei o verde, a natureza, as pessoas e os animais... Lá de vez em quando, eu doava alguma coisa para os mais necessitados ou reutilizava embalagens usadas ao invés de colocar no lixo. Porém eram coisas pontuais e simples, eu nunca tinha mudado a maneira de ver o mundo de uma forma mais sustentável. Eu não fazia nada que pudesse ajudar os outros ou o planeta a longo prazo, pois quando o “ser ecologicamente e socialmente correto” exigia um certo esforço, ou tinha certo custo, eu deixava para lá... optava por adiar esse estilo de vida sustentável.

Eu sei que não está certo, mas também não nos culpo muito pela falta de interesse ou de informação. Eu acredito que isso esteja muito relacionado ao meio em que vivemos, e que acaba refletindo no nosso comportamento. Quando estamos em uma cultura onde essa conscientização e educação não existe, fica muito difícil sentirmos motivados a fazer o bem, o correto, ou até mesmo sabermos o que é esse correto a ser feito. Por exemplo, eu acabava sempre aceitando sacolas plástica, o famoso canudinho, ou qualquer embalagem que utilizamos somente uma vez, pois essas coisinhas plásticas são práticas, bonitinhas, baratas, mas é aí que mora parte do problema. Não pensamos no futuro, no meio ambiente ou onde todo esse plástico vai parar... apenas pensamos na conveniência do momento, mas precisamos mudar isso, mesmo que seja com pequenas mudanças.


E sei que não é fácil, principalmente quando as coisas ao teu redor também não funcionam, quando não estamos acostumados a isso. Porém, se eu quero ver mudança, eu preciso ser a mudança. Essa frase ficou bem clichê, mas não adianta... o exemplo é o melhor professor, e sempre será. Se eu quero motivar minha família e amigos a agirem corretamente, não adianta ficar falando e incomodando, e não mudar. Eu preciso começar a me comportar da maneira correta, e inconscientemente, tenho certeza de que eles vão acabar fazendo o mesmo.


Eu acredito que as pessoas começam a se comportar de acordo com o meio em que elas vivem. Muitas vezes acabamos sendo muito influenciáveis e influenciados, mesmo sem saber. O experimento do elevador é um bom exemplo disso (caso você não conheça, vale assistir: https://www.youtube.com/watch?v=S0xCv_S2JJM). Nós não nos questionamos e apenas seguimos o que as pessoas que estão em nossa volta fazem. Então vamos começar a fazer coisas boas para que elas também sejam seguidas!


Eu fui me tornar uma pessoa mais consciente convivendo com pessoas que tem esse estilo de vida mais sustentável. Pessoas que não somente questionavam meu comportamento, mas também eram super exemplos sem saber. Por exemplo, quando estava na Malásia, todos meus amigos carregavam sacolas retornáveis para as compras do supermercado. Eu me sentia mal por ser a única do grupo a aceitar sacolas plásticas. Mas, em pouco tempo eu mudei o meu costume, e comecei a usar a sacola retornável também. E não foi por falta de personalidade ou por ser influenciada facilmente, foi apenas pelo fato de aprender com eles, ser mais consciente e entender a importância das pequenas mudanças.


Eu demorei bastante, mas finalmente decidi compartilhar essa responsabilidade e começar a agir com mais empatia e consciência em relação ao mundo que vivemos e desfrutamos das tantas maravilhas. E gostaria muito de contribuir para que mais pessoas também comecem a perceber a gravidade desses problemas, e como cada mudancinha, por menor que seja, gera um grande impacto.

Eu peço que tu acredites nisso e comece hoje. Pode ser com o simples fato de recusar a sacolinha na farmácia ou no mercado; substituir o uso de embalagens plásticas por reutilizáveis; ou carregar sua própria caneca para o cafezinho no trabalho... não importa.

Há muitas maneiras de colaborarmos para criação de um lugar melhor para viver, seja em relação ao meio ambiente ou às pessoas. Apenas comece fazendo sua parte!



Até a próxima...

Boa noite!

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